Você já parou pra pensar o quão irônico é o fato de que muitas pessoas lutam para ter um status social e uma vida financeira que as permita a tão sonhada felicidade duradoura, sendo que a felicidade pode ser calculada com base na extensão e profundidade dos nossos vínculos sociais e, ganhar mais dinheiro claramente não é uma forma garantida de conquista-las?

Não me entenda mal… Não estou dizendo que não devemos lutar pelos nossos sonhos e metas, mesmo que incluam uma casa enorme na beira da praia, dez bolsas da marca mais conceituada no mercado, vestidos luxuosos em um closet do tamanho da casa de praia ou qualquer outra coisa considerada luxuosa.

A reflexão que quero propor hoje é, pura e simplesmente, sobre como a riqueza, por mais estranho que pareça, pode nos tornar menos propensos a compartilhar relacionamentos gratificantes e significativos. Ou, para ser mais precisa, ganhar status social por meio da riqueza prejudica nossa inteligência emocional e social, e isso reduz nosso interesse por conexões, tornando-nos menos compassivos e generosos. Há ainda o fato de que o materialismo – a busca por uma casa maior, um carro melhor etc. – também prejudica os relacionamentos, pois as pessoas acabam dedicando mais tempo à procura de riqueza do que à família e amigos. O que, mais uma vez, atrapalha a conexão com as outras pessoas, abalando a autoestima e aumentando os riscos de depressão e ansiedade.

Então, deixe-me compartilhar um antídoto para lidar com isso. Não! Não é deixar de ter sonhos grandes… Não é abandonar sua meta de conquistar sua casa dos sonhos até 2020 ou qualquer outra meta da lista… O antídoto é o seguinte: volte a atenção para aquilo que realmente faz você se sentir feliz, agora. Pare de pensar tanto em si mesma e perceba que as pessoas, coisas e experiências que estão passando ou acontecendo na sua vida hoje são seus verdadeiros motivos de felicidade. Aqui e Agora. Isso é tudo que existe.

Note que os produtos e experiências que o dinheiro pode comprar talvez até tragam, sim, sensações de gratificação e prazer, mas essa satisfação geralmente é uma sensação rápida e pode acabar custando seus relacionamentos e felicidade a longo prazo.

Vamos exercitar vermos a riqueza cada vez mais como uma excelente responsabilidade e como uma bela oportunidade de sermos generosos e garantirmos que nossos valores sejam respeitados. Vamos encontrar a alegria, o propósito, o significado e a gratificação internamente.

Que recursos internos você tem hoje na sua vida que lhe trazem felicidade e abundância? Que conexões você tem hoje na sua vida que lhe deem contentamento? Que partes da sua vida hoje já são ricas? Compartilhe suas reflexões comigo nos comentários… Eu adorarei saber!

 

Um beijo,

Sua Coach,

Bruna